O que é a insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica que ocorre quando o coração não consegue responder adequadamente às necessidades do organismo.
Isto pode acontecer porque o músculo cardíaco perdeu capacidade para bombear sangue de forma eficaz ou porque apresenta dificuldade em relaxar e receber o sangue adequadamente.
Como consequência, podem surgir sintomas como falta de ar, cansaço, menor tolerância ao esforço e acumulação de líquidos nas pernas ou noutras partes do corpo.
A insuficiência cardíaca é uma doença séria e geralmente crónica, mas existem tratamentos capazes de melhorar os sintomas, reduzir internamentos e permitir uma melhor qualidade de vida.
Ter insuficiência cardíaca significa que o coração está a parar?
Não.
Apesar do nome, insuficiência cardíaca não significa que o coração tenha parado ou esteja prestes a parar.
Significa que o coração apresenta alterações que comprometem a forma como bombeia ou recebe o sangue.
Quando o coração deixa efetivamente de conseguir manter a circulação e a pessoa perde a consciência e não respira normalmente, estamos perante uma situação diferente: uma paragem cardiorrespiratória.
Pode saber mais no artigo da Lifefocus sobre paragem cardiorrespiratória e como agir.
Quais são os principais tipos de insuficiência cardíaca
Uma das formas utilizadas para classificar a insuficiência cardíaca tem por base a fração de ejeção do ventrículo esquerdo, frequentemente abreviada como FEVE.
A fração de ejeção representa a percentagem de sangue que o ventrículo esquerdo expulsa em cada contração.
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida
Nesta forma, a fração de ejeção é igual ou inferior a 40%.
O coração apresenta uma diminuição da capacidade de contração e de bombeamento do sangue.
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção ligeiramente reduzida
Corresponde geralmente a uma fração de ejeção entre 41% e 49%.
Existe alguma redução da função de bombeamento, embora menos marcada do que na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada
Nesta situação, a fração de ejeção é igual ou superior a 50%.
Apesar de a percentagem de sangue bombeada parecer preservada, podem existir alterações estruturais ou funcionais que dificultam o relaxamento e o enchimento adequado do coração.
Por isso, uma fração de ejeção considerada normal não exclui insuficiência cardíaca.
Quais são os sintomas da insuficiência cardíaca
Os sintomas podem desenvolver-se progressivamente ou agravar-se num período relativamente curto.
Entre os mais frequentes encontram-se:
- Falta de ar
- Cansaço ou fadiga
- Menor capacidade para realizar esforços
- Inchaço dos pés, tornozelos ou pernas
- Aumento de peso relacionado com retenção de líquidos
- Necessidade de urinar mais frequentemente durante a noite
- Palpitações
- Tonturas
- Fraqueza
Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas e alguns podem também ser provocados por outras doenças.
Porque provoca falta de ar
Quando o coração não consegue lidar adequadamente com o volume de sangue que recebe, pode ocorrer aumento da pressão nos vasos sanguíneos dos pulmões e acumulação de líquido.
Isto pode provocar falta de ar, inicialmente durante atividades que exigem maior esforço e, à medida que a doença progride, durante atividades cada vez mais ligeiras.
Em situações mais avançadas, a falta de ar pode surgir mesmo em repouso.
Porque algumas pessoas têm dificuldade em respirar quando estão deitadas
Algumas pessoas com insuficiência cardíaca sentem maior falta de ar quando se deitam e necessitam de utilizar várias almofadas ou dormir com o tronco mais elevado.
Esta situação pode acontecer porque, na posição deitada, existe uma redistribuição de líquidos que aumenta a pressão na circulação pulmonar.
Também podem ocorrer episódios em que a pessoa acorda durante a noite com sensação de falta de ar.
Estes sintomas devem ser comunicados ao médico.
Porque ficam as pernas inchadas
A insuficiência cardíaca pode provocar retenção de líquidos e aumento da pressão no sistema venoso.
Como consequência, pode acumular-se líquido nos tecidos e provocar edema.
O inchaço é frequentemente mais evidente:
- Nos pés
- Nos tornozelos
- Nas pernas
Em determinadas situações pode existir também acumulação de líquido no abdómen.
Um aumento rápido de peso pode ser um sinal de alerta
Sim. Numa pessoa com insuficiência cardíaca conhecida, um aumento relativamente rápido de peso pode representar acumulação de líquidos e não necessariamente aumento de gordura corporal.
Por esse motivo, algumas pessoas são aconselhadas pela equipa que as acompanha a controlar regularmente o peso.
Alterações importantes devem ser comunicadas ao profissional de saúde de acordo com o plano de acompanhamento individual.
Quais são as principais causas da insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca pode resultar de diferentes doenças capazes de lesar o coração ou obrigá-lo a trabalhar durante muito tempo em condições desfavoráveis.
Entre as causas mais frequentes encontram-se:
- Doença das artérias coronárias
- Enfarte do miocárdio
- Hipertensão arterial
- Doenças das válvulas cardíacas
- Miocardiopatias
- Algumas arritmias
- Doenças congénitas do coração
Em algumas pessoas podem existir várias causas simultaneamente.
Um enfarte pode causar insuficiência cardíaca
Sim.
Durante um enfarte, uma parte do músculo cardíaco pode ficar lesionada devido à interrupção do fornecimento de sangue e oxigénio.
Dependendo da extensão e localização dessa lesão, a capacidade do coração para bombear sangue pode ficar comprometida.
Pode consultar o artigo da Lifefocus sobre enfarte agudo do miocárdio, sintomas de alerta e como agir.
A hipertensão pode provocar insuficiência cardíaca
Sim. A pressão arterial elevada obriga o coração a trabalhar contra uma resistência maior para conseguir bombear o sangue.
Quando esta situação se mantém durante vários anos, o músculo cardíaco pode sofrer alterações estruturais e funcionais.
Controlar adequadamente a pressão arterial é, por isso, uma das medidas importantes para reduzir o risco de insuficiência cardíaca.
A diabetes aumenta o risco de insuficiência cardíaca
Sim. A diabetes está associada a um aumento do risco de doença cardiovascular e de insuficiência cardíaca.
O controlo adequado da glicemia e dos restantes fatores de risco cardiovascular é importante para reduzir a probabilidade de complicações.
Para saber mais, consulte o artigo da Lifefocus sobre diabetes, sintomas, causas e diagnóstico.
Quais são os fatores de risco
Existem vários fatores associados a um maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca.
Entre eles encontram-se:
- Hipertensão arterial
- Doença coronária
- Enfarte anterior
- Diabetes
- Obesidade
- Colesterol elevado
- Tabagismo
- Sedentarismo
- Doença renal
- Algumas doenças cardíacas hereditárias
- Idade
Ter um ou vários destes fatores não significa que uma pessoa vá necessariamente desenvolver insuficiência cardíaca, mas pode aumentar o risco.
A idade influencia o risco
Sim. A insuficiência cardíaca torna-se mais frequente com o envelhecimento.
Isto acontece porque aumenta também a probabilidade de existir hipertensão, doença coronária, alterações das válvulas cardíacas e outras condições capazes de afetar o funcionamento do coração.
No entanto, a insuficiência cardíaca não afeta apenas idosos e pode surgir em pessoas mais jovens.
Como é diagnosticada a insuficiência cardíaca
O diagnóstico não é feito através de um único sintoma ou de um único exame.
É necessário combinar a história clínica, o exame físico e testes que permitam identificar evidência objetiva de alteração do funcionamento ou da estrutura do coração.
A avaliação pode incluir:
- Análises ao sangue
- Eletrocardiograma
- Ecocardiograma
- Radiografia do tórax em determinadas situações
- Outros exames cardíacos quando necessários
O que procura o médico durante a consulta
A avaliação começa habitualmente pela descrição dos sintomas e pelos antecedentes pessoais.
O médico pode perguntar sobre:
- Falta de ar
- Cansaço
- Tolerância ao esforço
- Inchaço das pernas
- Alterações recentes do peso
- Dificuldade em respirar quando está deitado
- Palpitações
- Desmaios ou tonturas
- Doenças cardíacas anteriores
- Hipertensão e diabetes
- Medicamentos utilizados
No exame físico podem também ser procurados sinais de retenção de líquidos ou alterações do coração e pulmões.
Que análises ajudam no diagnóstico
As análises ao sangue podem fornecer informação importante sobre possíveis causas, complicações e doenças associadas.
Dependendo da situação, podem ser avaliados:
- Função renal
- Eletrólitos, como sódio e potássio
- Hemograma
- Função da tiroide
- Glicemia
- Função do fígado
- Ferro
- Peptídeos natriuréticos
O que são BNP e NT-proBNP
BNP e NT-proBNP são peptídeos natriuréticos que podem ser medidos através de uma análise ao sangue.
Os seus valores podem aumentar quando o coração está submetido a maior pressão ou sobrecarga.
São particularmente úteis na investigação de pessoas com sintomas que podem ser compatíveis com insuficiência cardíaca.
Os resultados não devem ser interpretados isoladamente, uma vez que podem ser influenciados por idade, função renal, ritmo cardíaco e outras condições.
Para que serve o eletrocardiograma
O eletrocardiograma regista a atividade elétrica do coração.
Pode ajudar a identificar alterações como:
- Arritmias
- Sinais relacionados com enfarte anterior
- Alterações da condução elétrica
- Outras características que possam sugerir doença cardíaca
O eletrocardiograma é um exame importante na investigação, embora não seja suficiente, isoladamente, para diagnosticar insuficiência cardíaca.
Porque é importante fazer um ecocardiograma
O ecocardiograma é um dos exames fundamentais na avaliação de uma possível insuficiência cardíaca.
Utiliza ultrassons para criar imagens do coração e permite avaliar:
- Dimensões das cavidades cardíacas
- Movimento e espessura do músculo cardíaco
- Fração de ejeção
- Funcionamento das válvulas
- Alterações do enchimento do coração
- Outras alterações estruturais
Esta informação ajuda não apenas a confirmar o diagnóstico, mas também a identificar o tipo de insuficiência cardíaca e orientar o tratamento.
Uma fração de ejeção normal exclui insuficiência cardíaca
Não.
Uma pessoa pode apresentar uma fração de ejeção igual ou superior a 50% e, mesmo assim, ter insuficiência cardíaca.
Nestes casos podem existir alterações estruturais ou aumento das pressões dentro do coração que dificultam o seu enchimento adequado.
Por isso, a interpretação do ecocardiograma deve considerar vários parâmetros e não apenas a fração de ejeção.
Para que serve a radiografia do tórax
A radiografia do tórax pode ser utilizada em determinadas situações para avaliar o coração e os pulmões.
Pode ajudar a identificar, por exemplo:
- Aumento das dimensões do coração
- Sinais de acumulação de líquido nos pulmões
- Outras causas respiratórias dos sintomas
Nem todas as pessoas necessitam deste exame e a sua indicação depende do contexto clínico.
Que outros exames podem ser necessários
Depois de confirmado ou suspeitado o diagnóstico, podem ser necessários exames adicionais para investigar a causa ou caracterizar melhor a doença.
Dependendo da situação, podem ser utilizados:
- Holter
- Prova de esforço
- Ressonância magnética cardíaca
- Coronariografia
- Tomografia computorizada cardíaca
- Outros exames específicos
A seleção é individualizada de acordo com os sintomas e a suspeita clínica.
Quais são as principais complicações da insuficiência cardíaca
Quando a insuficiência cardíaca progride ou não está adequadamente controlada, pode afetar diferentes órgãos e aumentar o risco de complicações.
Podem surgir:
- Acumulação de líquido nos pulmões
- Edema significativo das pernas
- Alterações da função renal
- Arritmias
- Internamentos repetidos
- Diminuição importante da capacidade física
- Agravamento progressivo da função cardíaca
Algumas arritmias associadas a doença cardíaca podem também aumentar o risco de morte súbita.
Como é tratada a insuficiência cardíaca
O tratamento depende do tipo de insuficiência cardíaca, causa, sintomas, fração de ejeção e presença de outras doenças.
Pode envolver:
- Medicamentos
- Alterações do estilo de vida
- Tratamento da causa subjacente
- Dispositivos cardíacos em pessoas selecionadas
- Procedimentos ou cirurgia
- Reabilitação cardíaca
O acompanhamento regular permite ajustar progressivamente o tratamento.
Que medicamentos são utilizados
Existem atualmente diferentes grupos de medicamentos utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca.
A escolha depende principalmente do tipo da doença, fração de ejeção, sintomas, pressão arterial, função renal e outras características individuais.
Alguns tratamentos permitem:
- Reduzir sintomas
- Eliminar excesso de líquidos
- Reduzir hospitalizações
- Diminuir a progressão da doença
- Melhorar o prognóstico em determinados tipos de insuficiência cardíaca
A medicação deve ser tomada de acordo com o plano definido pelo médico e não deve ser interrompida por iniciativa própria quando os sintomas melhoram.
Para que servem os diuréticos
Os diuréticos ajudam o organismo a eliminar excesso de água e sódio através da urina.
Podem ser utilizados quando existe retenção de líquidos, contribuindo para reduzir:
- Inchaço das pernas
- Congestão
- Falta de ar relacionada com excesso de líquidos
A dose pode necessitar de ajustes ao longo do acompanhamento e deve ser utilizada segundo indicação médica.
Pode ser necessário um pacemaker ou desfibrilhador
Sim, em determinados doentes.
Algumas pessoas com insuficiência cardíaca podem beneficiar de dispositivos cardíacos específicos.
Entre eles encontram-se:
- Pacemakers
- Terapia de ressincronização cardíaca
- Cardioversor-desfibrilhador implantável
A indicação depende das características do coração, do ritmo cardíaco e do risco individual.
É possível fazer exercício físico com insuficiência cardíaca
Sim. Para muitas pessoas com insuficiência cardíaca estável, a atividade física adequada pode melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida.
O exercício deve, contudo, ser adaptado ao estado clínico e às limitações individuais.
Programas de reabilitação cardíaca podem ajudar a definir uma atividade segura e progressiva.
Uma pessoa com sintomas descompensados ou agravamento recente não deve aumentar a intensidade do exercício sem orientação médica.
Que hábitos ajudam a controlar a insuficiência cardíaca
Além da medicação, algumas medidas contribuem para o controlo da doença.
Podem incluir:
- Não fumar
- Manter atividade física adequada
- Adotar uma alimentação equilibrada
- Controlar a pressão arterial
- Controlar a diabetes
- Controlar o colesterol
- Vigiar o peso quando recomendado
- Tomar corretamente a medicação
- Comparecer às consultas de acompanhamento
Pode consultar também o artigo da Lifefocus sobre hábitos saudáveis e como melhorar a saúde no dia a dia.
Pode uma pessoa com insuficiência cardíaca ter uma vida normal
Muitas pessoas conseguem manter uma vida ativa e uma boa qualidade de vida quando a doença é identificada e tratada adequadamente.
A evolução varia significativamente de pessoa para pessoa e depende de fatores como:
- Causa da insuficiência cardíaca
- Tipo e gravidade da doença
- Resposta ao tratamento
- Idade
- Presença de outras doenças
- Cumprimento do plano terapêutico
O acompanhamento regular é fundamental para controlar os sintomas e identificar precocemente possíveis agravamentos.
É possível prevenir a insuficiência cardíaca
Nem todos os casos podem ser prevenidos, mas é possível reduzir o risco através do controlo de várias doenças e fatores cardiovasculares.
Entre as principais medidas encontram-se:
- Controlar a pressão arterial
- Controlar a diabetes
- Tratar adequadamente o colesterol elevado
- Não fumar
- Manter um peso saudável
- Praticar atividade física regularmente
- Manter uma alimentação equilibrada
- Evitar consumo excessivo de álcool
- Tratar adequadamente doenças cardíacas conhecidas
Quando deve procurar avaliação médica
É aconselhável procurar avaliação se apresentar sintomas que possam ser compatíveis com insuficiência cardíaca, especialmente quando são novos ou estão progressivamente a agravar-se.
Deve estar atento a:
- Falta de ar durante atividades anteriormente bem toleradas
- Cansaço excessivo e persistente
- Inchaço das pernas ou tornozelos
- Dificuldade em respirar quando está deitado
- Necessidade crescente de dormir com várias almofadas
- Palpitações persistentes
- Aumento rápido e inexplicado do peso
- Tonturas ou episódios de desmaio
Na Lifefocus, uma consulta de Cardiologia permite avaliar sintomas cardiovasculares e orientar exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e outras avaliações necessárias.
Quais são os sinais de agravamento da insuficiência cardíaca
Numa pessoa já diagnosticada, determinadas alterações podem indicar descompensação da doença.
É importante estar atento a:
- Aumento da falta de ar
- Dificuldade em respirar em repouso
- Aumento do inchaço das pernas
- Aumento rápido do peso
- Maior cansaço
- Diminuição importante da capacidade para realizar atividades habituais
- Necessidade de dormir mais elevado devido à falta de ar
O plano de acompanhamento deve indicar à pessoa quando deve contactar a equipa médica perante estas alterações.
Quando deve procurar assistência médica urgente
Alguns sintomas podem indicar uma descompensação grave ou outra emergência cardiovascular.
Procure assistência médica urgente perante:
- Falta de ar intensa ou súbita
- Dificuldade grave em respirar em repouso
- Dor ou pressão no peito
- Desmaio ou perda de consciência
- Confusão importante
- Lábios ou pele com coloração azulada ou acinzentada
- Agravamento rápido e significativo do estado geral
Uma dor no peito sugestiva de enfarte deve ser tratada como uma emergência e não deve aguardar por uma consulta programada.
Quando pode ser considerado um transplante cardíaco
O transplante cardíaco é reservado para um número reduzido de pessoas com insuficiência cardíaca avançada que permanecem gravemente sintomáticas apesar do tratamento adequado.
Antes de considerar um transplante é realizada uma avaliação muito detalhada para perceber se a pessoa reúne condições para beneficiar do procedimento.
Existem também outros tratamentos avançados, incluindo dispositivos de assistência ventricular em determinados doentes.
A necessidade destas opções é avaliada em centros especializados.
Perguntas frequentes sobre insuficiência cardíaca
O que é a insuficiência cardíaca?
É uma síndrome em que alterações estruturais ou funcionais do coração impedem que este responda adequadamente às necessidades do organismo, provocando sintomas como falta de ar, cansaço e retenção de líquidos.
Quais são os principais sintomas da insuficiência cardíaca?
Falta de ar, cansaço, menor capacidade para realizar esforços, inchaço das pernas e aumento de peso por retenção de líquidos estão entre os sintomas mais frequentes.
Insuficiência cardíaca significa que o coração está a parar?
Não. Significa que o coração apresenta dificuldade em bombear ou receber o sangue adequadamente. É diferente de uma paragem cardíaca.
Quais são as principais causas?
Doença coronária, enfarte do miocárdio, hipertensão, doenças das válvulas, miocardiopatias e algumas arritmias estão entre as causas mais frequentes.
Como é diagnosticada a insuficiência cardíaca?
O diagnóstico combina sintomas e sinais clínicos com evidência objetiva de alteração cardíaca, utilizando exames como análises, eletrocardiograma e ecocardiograma.
Para que serve o ecocardiograma?
Permite avaliar a estrutura e funcionamento do coração, incluindo a fração de ejeção, válvulas, dimensões das cavidades e outras alterações relevantes para o diagnóstico.
O que significam BNP e NT-proBNP?
São substâncias que podem aumentar no sangue quando existe sobrecarga do coração e são utilizadas para ajudar a investigar uma possível insuficiência cardíaca.
Uma fração de ejeção normal significa que não tenho insuficiência cardíaca?
Não. Existe insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, na qual a fração de ejeção pode ser igual ou superior a 50%, mas existem outras alterações cardíacas.
É possível fazer exercício com insuficiência cardíaca?
Sim. Em pessoas clinicamente estáveis, atividade física adaptada e reabilitação cardíaca podem melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida.
Quando deve uma pessoa com insuficiência cardíaca procurar ajuda rapidamente?
Falta de ar em agravamento, dificuldade em respirar em repouso, aumento rápido do peso ou edema devem ser valorizados. Falta de ar intensa, dor no peito, desmaio ou confusão exigem avaliação urgente.