O que é a doação de sangue
A doação de sangue é um ato voluntário através do qual uma pessoa doa parte do seu sangue para que possa ser utilizado no tratamento de doentes que necessitam de transfusões.
O sangue doado pode ser utilizado em diferentes situações, incluindo cirurgias, tratamentos de doenças oncológicas, acidentes, hemorragias e outras situações clínicas.
Como o sangue e os seus componentes têm períodos limitados de conservação, são necessárias dádivas regulares para ajudar a manter as reservas disponíveis.
Quem pode dar sangue
Em Portugal, qualquer pessoa que cumpra os critérios de elegibilidade pode candidatar-se a dar sangue.
Entre os requisitos básicos encontram-se:
- Ter pelo menos 18 anos
- Aos 17 anos, possuir autorização escrita do responsável legal
- Ter peso igual ou superior a 50 kg
- Apresentar condições de saúde compatíveis com a dádiva
- Ter hábitos de vida que não coloquem em risco a segurança do dador ou do recetor
As pessoas podem continuar a candidatar-se à dádiva até aos 70 anos, existindo situações em que a elegibilidade depende de avaliação médica individual.
Cumprir os requisitos básicos não significa automaticamente que a pessoa possa dar sangue naquele dia. Antes de cada dádiva é realizada uma avaliação clínica.
Porque é necessária uma avaliação antes de dar sangue
A avaliação antes da dádiva tem dois objetivos principais: proteger a saúde da pessoa que vai dar sangue e garantir a segurança da pessoa que irá receber os componentes sanguíneos.
Por esse motivo, a decisão final sobre a possibilidade de realizar a dádiva é tomada por um profissional de saúde qualificado.
Determinadas doenças, medicamentos, procedimentos médicos, viagens recentes ou outras circunstâncias podem justificar um adiamento temporário ou, em alguns casos, impedir a dádiva.
Como funciona a doação de sangue
O processo de doação de sangue inclui várias etapas destinadas a garantir que a dádiva decorre em segurança.
1. Inscrição
Ao chegar ao local de colheita, deve apresentar um documento de identificação válido com fotografia.
É realizado o registo da pessoa candidata à dádiva e é preenchido um questionário relacionado com a saúde, antecedentes e outras informações relevantes para avaliar a elegibilidade.
2. Avaliação clínica
Antes da colheita, é realizada uma triagem por um profissional de saúde qualificado.
A avaliação pode incluir:
- Análise das respostas fornecidas no questionário
- Avaliação do estado geral de saúde
- Medição da tensão arterial
- Avaliação da hemoglobina
- Confirmação do peso
- Outros parâmetros considerados relevantes
Todas as questões colocadas durante esta avaliação devem ser respondidas com sinceridade, uma vez que a informação é importante para proteger tanto o dador como o futuro recetor.
3. Colheita do sangue
Se a pessoa for considerada elegível, segue-se a colheita.
Antes da punção é confirmada a identidade do dador e realizada a desinfeção da pele.
O material utilizado na colheita é estéril, descartável e de utilização única.
4. Recuperação após a dádiva
Depois da colheita existe normalmente um pequeno período de repouso e recuperação.
É importante ingerir líquidos e realizar uma refeição ligeira antes de retomar as atividades habituais.
Quanto tempo demora dar sangue
O processo completo inclui inscrição, questionário, avaliação clínica, colheita e período de recuperação.
Por esse motivo, deve reservar algum tempo para todo o procedimento e não considerar apenas os minutos correspondentes à colheita propriamente dita.
A duração pode variar consoante o local e a afluência de pessoas.
É preciso marcar previamente para dar sangue
Nem sempre é necessária uma inscrição prévia para se candidatar à dádiva.
Existem sessões e serviços de colheita onde pode apresentar-se diretamente durante os horários definidos.
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação disponibiliza também opções de agendamento para determinadas sessões e centros de colheita.
Antes de se deslocar, é aconselhável consultar os locais, horários e condições disponíveis nesse dia.
O que deve fazer antes de dar sangue
Uma boa preparação pode ajudar a reduzir o risco de mal-estar durante ou depois da dádiva.
Antes de dar sangue é aconselhável:
- Reforçar a ingestão de água e outros líquidos
- Tomar o pequeno-almoço ou realizar uma refeição ligeira
- Evitar estar muitas horas sem comer
- Evitar uma refeição muito abundante imediatamente antes da dádiva
- Dormir adequadamente na noite anterior
- Levar um documento de identificação válido
Se não se sentir bem ou apresentar sintomas de doença, deve informar os profissionais presentes e aguardar por uma avaliação.
É preciso estar em jejum para dar sangue
Não. Não deve ir dar sangue em jejum.
É aconselhável estar alimentado e bem hidratado, privilegiando uma refeição ligeira antes da dádiva.
Uma boa hidratação pode também ajudar a diminuir a probabilidade de alguns episódios de mal-estar.
O que deve fazer depois de dar sangue
Depois da dádiva é importante permitir que o organismo recupere.
Deve:
- Continuar a beber líquidos
- Fazer uma refeição ligeira
- Respeitar o período de repouso indicado pelos profissionais
- Evitar exercício físico intenso no próprio dia
- Evitar longos períodos de exposição ao calor ou ao sol
- Seguir todas as recomendações fornecidas no local da colheita
Se sentir tonturas ou fraqueza, deve sentar-se ou deitar-se e informar um profissional de saúde se ainda estiver no local.
Dar sangue faz mal à saúde
Numa pessoa considerada clinicamente elegível, a dádiva de sangue é um procedimento realizado de forma controlada.
Antes da colheita, o profissional de saúde avalia se existem condições para realizar a dádiva em segurança.
Algumas pessoas podem sentir efeitos temporários, como:
- Tonturas
- Sensação de fraqueza
- Náuseas
- Pequeno hematoma no local da punção
- Desmaio em algumas situações
Quando ocorre alguma reação durante a colheita, os profissionais presentes estão preparados para prestar assistência.
É possível apanhar uma doença ao dar sangue
Não através do material utilizado na colheita.
As agulhas, sistemas de recolha e outros materiais que entram em contacto com o sangue são estéreis, descartáveis e utilizados uma única vez.
Depois da utilização são eliminados de acordo com as normas aplicáveis.
Porque é necessário responder a perguntas pessoais antes da dádiva
Algumas das perguntas realizadas durante a triagem podem estar relacionadas com saúde, medicamentos, viagens, procedimentos médicos, comportamentos ou outros fatores pessoais.
Estas questões não têm como objetivo julgar ou discriminar a pessoa candidata.
Servem para avaliar individualmente o risco de transmissão de infeções pelo sangue e determinar se a dádiva é segura naquele momento.
A informação fornecida durante o processo é tratada de forma confidencial.
Uma pessoa pode ser temporariamente impedida de dar sangue
Sim. Existem várias situações que podem levar ao adiamento temporário da dádiva.
Dependendo das circunstâncias, podem ser relevantes:
- Doença ou infeção recente
- Alguns medicamentos ou tratamentos
- Determinadas vacinas
- Procedimentos médicos ou cirúrgicos recentes
- Viagens para determinadas regiões
- Gravidez ou período após o parto
- Outras situações identificadas durante a triagem clínica
O período durante o qual a pessoa não pode dar sangue depende da situação específica.
Por isso, em caso de dúvida, deve procurar informação junto do serviço de colheita ou do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.
Uma pessoa que toma medicamentos pode dar sangue
Depende do medicamento e, principalmente, da condição de saúde que levou à sua utilização.
Tomar um medicamento não significa automaticamente que esteja impedido de dar sangue.
Durante a triagem, deve indicar todos os medicamentos que está a tomar para que o profissional de saúde possa avaliar a situação.
Não deve interromper uma medicação prescrita com o objetivo de poder realizar uma dádiva.
O sangue doado é analisado
O sangue recolhido passa por diferentes procedimentos de controlo, processamento e análise antes de os seus componentes poderem ser utilizados para transfusão.
Estas medidas fazem parte do sistema destinado a proteger a segurança dos recetores.
A realização de análises ao sangue doado não substitui, contudo, exames de rastreio ou diagnóstico solicitados por um médico.
Dar sangue substitui fazer análises de rotina
Não.
A avaliação realizada para determinar se uma pessoa pode dar sangue tem como objetivo garantir a segurança da dádiva e da transfusão.
Não substitui um check-up, uma consulta médica ou análises realizadas para avaliar o estado geral de saúde.
Na Lifefocus, uma consulta de Medicina Geral e Familiar pode ajudar a avaliar o estado geral de saúde, sintomas ou alterações identificadas em análises.
Porque é importante dar sangue regularmente
Os hospitais necessitam continuamente de sangue e componentes sanguíneos para tratar diferentes tipos de doentes.
As transfusões podem ser necessárias em situações como:
- Acidentes e traumatismos
- Cirurgias
- Hemorragias
- Tratamentos oncológicos
- Algumas doenças do sangue
- Outras situações clínicas graves
Além disso, o sangue e os seus componentes não podem ser conservados indefinidamente, tornando necessárias novas dádivas ao longo de todo o ano.
Onde pode dar sangue
Em Portugal existem centros, serviços hospitalares e sessões de colheita onde é possível candidatar-se à dádiva de sangue.
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação disponibiliza informação atualizada sobre os locais e sessões de colheita disponíveis.
Antes de se deslocar, deve confirmar o local e horário e levar consigo um documento de identificação válido com fotografia.
O que acontece se não puder dar sangue naquele dia
Ser considerado temporariamente não elegível não significa necessariamente que nunca poderá dar sangue.
Algumas situações exigem apenas que a dádiva seja adiada durante um determinado período.
O profissional responsável pela triagem poderá explicar o motivo da suspensão e, quando aplicável, indicar quando poderá voltar a candidatar-se.
Quem deve esclarecer dúvidas antes de se candidatar
Se tem uma doença crónica, utiliza medicação regularmente, realizou recentemente uma cirurgia, fez uma viagem ou possui qualquer dúvida sobre a sua elegibilidade, pode esclarecer a situação junto do serviço responsável pela colheita.
A decisão final sobre a elegibilidade para cada dádiva pertence sempre ao profissional de saúde responsável pela avaliação clínica.
Perguntas frequentes sobre doação de sangue
Quem pode dar sangue?
Em Portugal, pode candidatar-se à dádiva quem cumpra os critérios de elegibilidade, incluindo ter pelo menos 18 anos, pesar 50 kg ou mais e apresentar condições de saúde compatíveis. Aos 17 anos é necessária autorização do responsável legal.
Até que idade se pode dar sangue?
Atualmente, é possível candidatar-se à dádiva até aos 70 anos, existindo situações em que a decisão depende de avaliação médica individual.
É preciso estar em jejum para dar sangue?
Não. Deve estar alimentado e bem hidratado antes da dádiva, evitando uma refeição excessivamente abundante.
Que documentos preciso de levar?
Deve apresentar um documento de identificação válido com fotografia no local da colheita.
É seguro dar sangue?
Sim, desde que seja considerado elegível após avaliação clínica. O material utilizado na colheita é estéril, descartável e de utilização única.
Posso apanhar uma doença ao dar sangue?
Não através do material de colheita, uma vez que as agulhas e sistemas utilizados são estéreis e usados apenas uma vez.
Posso dar sangue se estiver a tomar medicamentos?
Depende do medicamento e da condição de saúde associada. Deve informar o profissional de saúde sobre todos os medicamentos utilizados e não deve interromper tratamentos por iniciativa própria.
O que devo fazer depois de dar sangue?
Deve hidratar-se, fazer uma refeição ligeira, respeitar o período de repouso recomendado e evitar exercício físico intenso no próprio dia.
Porque posso ser impedido de dar sangue?
Algumas doenças, medicamentos, viagens, procedimentos ou outras circunstâncias podem justificar uma suspensão temporária ou definitiva para proteger o dador e o recetor.
Onde posso dar sangue?
Pode dar sangue em serviços e sessões de colheita existentes em Portugal. Deve consultar previamente a informação atualizada disponibilizada pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação.